Olho-te uma e outra vez, releio cada palavra tua numa tentativa falhada de conhecer a tua alma. Na verdade, queria ter a certeza que não vens disfarçado de modos carinhosos e palavras doces que se perdem no tempo e com o tempo. Queria garantir a mim própria que não és mais uma desilusão que vem para cravar outra cicatriz no meu corpo. Does-me por isso. O incerto que és e o risco que representas não me deixa livre. Sinto que não sou capaz de cicatrizar mais uma vez, por isso fujo de ti às claras, tentando-me convencer que fiz tudo para te evitar e não me magoar, mas a desejar cair nos teus braços. Quero tanto acreditar que vens para me salvar, de certa maneira já acredito…
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
Também hoje
Também hoje, queria-te aqui. Deitava a cabeça no teu colo para me afagares os cabelos e deixava-me ficar assim o resto da noite.
Também hoje, acredito que quando me deitar vens dar-me um beijo de boa noite e desejar-me bons sonhos.
Também hoje, vou sonhar contigo e com as palavras de conforto que tens guardadas para noites como estas.
Também hoje, preciso de acreditar em príncipes encantados e finais felizes.
Também hoje, preciso de ti aqui!
Também hoje, acredito que quando me deitar vens dar-me um beijo de boa noite e desejar-me bons sonhos.
Também hoje, vou sonhar contigo e com as palavras de conforto que tens guardadas para noites como estas.
Também hoje, preciso de acreditar em príncipes encantados e finais felizes.
Também hoje, preciso de ti aqui!
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
Hoje, só hoje...
Hoje, só hoje, queria-te aqui. Deitava a cabeça no teu colo para me afagares os cabelos e deixava-me ficar assim o resto da noite.
Hoje, só hoje, acredito que quando me deitar vens dar-me um beijo de boa noite e desejar-me bons sonhos.
Hoje, só hoje, vou sonhar contigo e com as palavras de conforto que tens guardadas para noites como estas.
Hoje, só hoje, preciso de acreditar em príncipes encantados e finais felizes.
Hoje, só hoje, preciso de ti aqui!
Hoje, só hoje, acredito que quando me deitar vens dar-me um beijo de boa noite e desejar-me bons sonhos.
Hoje, só hoje, vou sonhar contigo e com as palavras de conforto que tens guardadas para noites como estas.
Hoje, só hoje, preciso de acreditar em príncipes encantados e finais felizes.
Hoje, só hoje, preciso de ti aqui!
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Hoje, há só o vazio
Hoje não há vestido, azáfama em casa, cheiro a canela na cozinha, o serviço na mesa, o pai e a mãe de avental e a lareira acesa para receber os convidados. Hoje, há só o vazio…
Hoje, há só o vazio…
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Quebrar a dor
Às vezes gostava de conseguir dizer que afinal não está tudo bem. Inspirar e dizer “Eu tenho um problema, por favor cala a minha dor.” Mas a minha coragem vem e vai e quando alguém chega já partiu. Eu gosto de me rir, mas de me rir de verdade, entendem? Conhecem aquele riso que nos faz esquecer tudo o resto e ser livre? É assim que eu gosto de estar, é assim que eu gosto de ser. A verdade é que na grande maioria das horas eu não sou assim, em dias melhores sou uma aproximação desse alguém. A cada hora que passa eu rio menos e penso mais uma vez: “Eu não quero ser assim” e depois zango-me com todo e qualquer um que tente quebrar a minha dor, quando no fundo passo os dias a desejar que alguém a quebre :s
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Não estar bem
Ontem senti-me mal, por momentos não consegui ver nada e senti que não tinha força para continuar em pé. Estava com umas amigas numa fila de um serviço público, disfarcei, dizendo que precisava de apanhar ar e fui-me sentar num banco ali perto. Fechei os olhos, respirei fundo e quando elas voltaram já estava melhor. Sinceramente, não sei bem porque aconteceu, a minha alimentação tem sido desastrosa, são exageros atrás de exageros, nem sei como o ponteiro se tem aguentado firme no mesmo sítio.
Hoje, também não me sinto muito bem. Desta vez não é falta de força ou algo parecido, desta vez, é aquele sentimento que nos faz desejar encolher até desaparecer. À minha volta está tudo nostálgico e com medo do que vai mudar a partir de segunda-feira. Eu começo a deixar-me levar pelas mesmas sensações. Custa-me idealizar o futuro, sem eles sentados na cadeira ao lado, afinal estão lá desde o infantário, já lá vão 15 anos, fazem parte de mim. Às vezes, lembro-me de ti e da facilidade com aceitavas o fim das coisas, costumo chamar-te calhau e dizer que irás ser péssimo médico, mas hoje apetece-me ser como tu, não sentir, não sofrer, não chorar…
Hoje, também não me sinto muito bem. Desta vez não é falta de força ou algo parecido, desta vez, é aquele sentimento que nos faz desejar encolher até desaparecer. À minha volta está tudo nostálgico e com medo do que vai mudar a partir de segunda-feira. Eu começo a deixar-me levar pelas mesmas sensações. Custa-me idealizar o futuro, sem eles sentados na cadeira ao lado, afinal estão lá desde o infantário, já lá vão 15 anos, fazem parte de mim. Às vezes, lembro-me de ti e da facilidade com aceitavas o fim das coisas, costumo chamar-te calhau e dizer que irás ser péssimo médico, mas hoje apetece-me ser como tu, não sentir, não sofrer, não chorar…
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Dizer adeus...
Hoje, quando vi aprovado em frente ao meu nome, pulei de alegria, sorri e corri abraçar toda gente que estava à minha volta. Por momentos, senti-me feliz, bastante feliz. Embalada em tanta felicidade, acreditei, que a partir daquele momento a minha vida ia sofrer uma grande reviravolta e eu, de repente, como que por magia, ia finalmente ser feliz. Ingenuidade minha, ao fim de algumas horas a euforia deu lugar ao vazio de todos os dias. Comecei a ficar distante, pouco sorridente e aos poucos voltei a sentir o desencanto de outrora.
Acho que tiveste a tua cota parte de culpa nisso. Gosto de ti desde o primeiro dia que te vi. Lembro-me que trazias uma t-shirt laranja e estavas a explicar o funcionamento do cérebro. A simplicidade e clareza das tuas palavras, cativaram-me e quando dei conta já não conseguia tirar os olhos de ti. Depois dessa tarde desejei que fosses meu amigo, senti que havia qualquer coisa no teu olhar e no teu sorriso que faziam de ti alguém especial. A verdade, é que após algumas trocas de palavras sem qualquer importância, começamos a ficar mais próximos. E pela altura dos exames nacionais, já conversávamos muitas vezes e apoiaste-me muito sem teres consciência disso. Aguentaste-me naquela altura em que eu queria 1001 cursos e nenhum ao mesmo tempo, enquanto eu te tentava fazer-te continuar acreditar nos sonhos. E quando acabaram os exames despedi-me de ti, em silêncio, ainda não tinha coragem para te dizer que eras importante para mim e que o facto de não te puder voltar a ver me incomodava. Mas, quando dei conta, estavas outra vez sentado ao meu lado e eu ria-me por dentro. Só que agora eu já fiz o código e as minhas manhãs já não pertencem aquela sala. Por isso, hoje, quando me vieste dar os parabéns e me seguraste na mão, no momento em que te olhei nos olhos estava a dizer-te adeus. Percebes-te, não percebeste?
Acho que tiveste a tua cota parte de culpa nisso. Gosto de ti desde o primeiro dia que te vi. Lembro-me que trazias uma t-shirt laranja e estavas a explicar o funcionamento do cérebro. A simplicidade e clareza das tuas palavras, cativaram-me e quando dei conta já não conseguia tirar os olhos de ti. Depois dessa tarde desejei que fosses meu amigo, senti que havia qualquer coisa no teu olhar e no teu sorriso que faziam de ti alguém especial. A verdade, é que após algumas trocas de palavras sem qualquer importância, começamos a ficar mais próximos. E pela altura dos exames nacionais, já conversávamos muitas vezes e apoiaste-me muito sem teres consciência disso. Aguentaste-me naquela altura em que eu queria 1001 cursos e nenhum ao mesmo tempo, enquanto eu te tentava fazer-te continuar acreditar nos sonhos. E quando acabaram os exames despedi-me de ti, em silêncio, ainda não tinha coragem para te dizer que eras importante para mim e que o facto de não te puder voltar a ver me incomodava. Mas, quando dei conta, estavas outra vez sentado ao meu lado e eu ria-me por dentro. Só que agora eu já fiz o código e as minhas manhãs já não pertencem aquela sala. Por isso, hoje, quando me vieste dar os parabéns e me seguraste na mão, no momento em que te olhei nos olhos estava a dizer-te adeus. Percebes-te, não percebeste?
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