domingo, 1 de Novembro de 2009

Histórias inacabadas

Sabes? Começo a ficar um bocadinho cansada de te carregar no meu coração, gostava de puder deixar-te na beira de uma estrada… Já me sugaste demasiada alegria. Hoje não tenho saudades tuas, nem vontade que me aqueças o coração, resta-me a vontade de te ver partir nem que isso deixe o meu coração um bocadinho mais frio.

Como posso terminar este conto?

terça-feira, 13 de Outubro de 2009

Sonho vs Pesadelo

“Antes de mais, sejam bem-vindos à melhor academia do país” dizia-as com convicção no olhar e certeza na voz e eu fiquei convencida! Parei de chorar por não estar em Coimbra e por o meu grito não ser “JORNALISMO”. Chamei casa aquele apartamento de paredes sujas e colagens infantis e família às pessoas que rapidamente me deram mão. Habituei-me aos gritos das pessoas de roupa negra e à mania de superioridade dos meus colegas sujos e pintados com baton. Protestei por ser caloira e ter de rebolar na relva, chapinhar em lagos, falar com estranhos, levar com sopa, ovos e tudo mais que estivesse fora do prazo e no frigorífico dos meus doutores. Hoje, a menos de uma semana das Monumentais Festas do Enterro da Gata apetece-me chorar. Quando passar a tribuna do reitor, no dia do cortejo deixo de ser caloira e perco a legitimidade para rebolar na relva, chapinhar em lagos, falar com estranhos e levar com sopa, ovos e tudo mais que esteja fora do prazo. Já sinto saudade. Chorei muito nos meus primeiros dias como caloira do Minho, mas agora não quero deixar de o ser. Parece-me que quando voltar no próximo semestre nada …

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Se perguntarem por mim digam que voei ;)

quarta-feira, 29 de Julho de 2009

I hate you but I love you

Quem me observa não adivinha, mas a verdade é que eu odeio as pessoas. Elas chegam de mansinho, conquistam-me o coração numa noite e na manhã seguinte desparecem sem dizer nada. É sempre assim… Por isso gosto tão pouco delas.
Fico angustiada de cada vez que vejo que se começa a escrever mais uma história de amizade. E essa angústia vive comigo todos os dias para sussurrar baixinho que aquele amor não existe, que não passa de um disfarce para atingir um qualquer objectivo menor.
Meu querido e minha querida também penso o mesmo de vocês. Todas as noites tenho medo que nossos momentos não se repitam. A cada socorro mais demorado choro o nosso fim. Ficam agora a saber que quando digo que vos odeio é verdade, mas só porque vos amo de mais para aceitar que numa dessas manhãs vocês também vão partir…

sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Monstros

"O monstro precisa de amigos"

segunda-feira, 6 de Julho de 2009

Pai


Sinto saudade. O ritual de manhã já não é o mesmo. Agora quando passo no teu quarto, já não estás lá. A cama está vazia, procuro o teu rosto para te dar um beijo de "Bom dia!", mas em vão. Voltei-me a esquecer que já não estás cá. Procuro o teu pólo velhinho, sinto-lhe o cheiro, depois aperto-o contra o meu peito com muita força, desejando que tenhas um bom dia. Depois vou-me embora com a memória do teu cheiro e o calor dos teus abraços no pensamento. E nesses dias, tenho sempre dias menos sós. Ao almoço procuro o teu número para te contar como está a correr o meu dia - "O número que marcou de momento não está disponível, por favor tente mais tarde." - Bolas! Voltei-me a esquecer que aquele já não é o teu número. Almoço com a saudade a provocar-me um nó na garganta e no coração. Às vezes fico mesmo convencida que as saudades fazem doer o coração e que isso não é só mais uma metáfora tonta que as pessoas utilizam. À tarde quando volto para casa, chamo por ti para vires lanchar como sempre fiz, mas tu não vens... E quando chega a noite e o jantar, continuo a por o teu lugar na mesa e a tagarelar como antes na esperança que tu me ouças. Sabes, à noite quando estou a ver televisão ou no computador, chego a sentir saudades de te ouvir resmungar por eu me rir tão alto... Antes de me deitar volto a ir buscar o teu pólo e adormeço abraçada a ele, sempre à espera da noite em que tu voltas para me aconchegar.
Sinto saudades tuas...
31 de Julho de 2008

domingo, 5 de Julho de 2009

E se não passa?

Às vezes tenho medo que não passe, que amanhã doa tanto como hoje.
É à noite que tenho mais medo. Quando estou sozinha e não há ninguém que me abrace ou me roube sorrisos. Mas depois alguém se apressa a dizer “que tudo passa” e como uma criança faço-o prometer que está dizer a verdade. Quando promete, adormeço.