sexta-feira, 19 de junho de 2009

Vou ter saudades tuas

“Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti.”

Prometo sempre que não me volto afeiçoar a ninguém e acabo sempre irremediavelmente ligada a mais uma pessoa. Hoje tenho o coração pequenino…
Vou ter saudades de “bater pé”. Vou ter saudades dos óculos espelhados. Vou ter saudades dos nossos comentários. Vou ter saudades de te ouvir gritar e ficar branco de cada vez que um pássaro se aproximar. Vou ter saudades de te ouvir resmungar de todas as vezes que cumprimentar uma criança. Vou ter saudades de dizer “menos Hugo”. Vou ter saudades de ser moralista contigo. Vou ter saudades das tuas bocas. Vou ter saudades das vezes em que não preciso de dizer nada. Vou ter saudades de jantar entre ti e a Nocas. Vou ter saudades de tomar cafés no Baroque. Vou ter saudades do teu rebuçado. Vou ter saudades de te pedir para não fumares. Vou ter saudades de te ouvir imitar a Sara. Vou ter saudades dos serões na varanda. Vou ter saudades das escapadelas nocturnas. Vou ter saudades dos shots. Vou ter saudades dos shots de sumo. Vou ter saudades que me agarres quando já estiver muito mal. Vou ter saudades das passas mal dadas no teu cigarro. Vou ter saudades dos sermões após a bebedeira. Vou ter saudades de chorar contigo. Vou ter saudades de “meter o dedo”. Vou ter saudades dos beijos de “boa noite”. Vou ter saudades de adormecer a conversar contigo. Vou ter saudades dos beijos, dos abraços e do colo. Vou ter saudades até daquilo que costumava criticar.Vou ter saudades tuas.

“Obrigado por saberes cuidar de mim,
Tratar de mim, olhar para mim, escutar quem sou,
e se ao menos tudo fosse igual a ti.”

sábado, 13 de junho de 2009

Dá-me um abraço!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Esquecer

Tenho vergonha de mim. Bebi de mais uma, duas, três, quatro noites? Tenho vergonha do que fiz. A cada shot que bebi tentei apagar o sabor dos teus beijos, a ternura do teu toque e maneira rápida como tudo isso terminou com o fim da nossa bebedeira. Não consigo esquecer o meu corpo nu a pedir-te para ficares e a minha boca a suplicar um último beijo. Por isso bebo mais um, o último da ­noite.

sábado, 6 de junho de 2009

Almost lover

"Your fingertips across my skin
The palm trees swaying in the wind
Images
You sang me Spanish lullabies
The sweetest sadness in your eyes
Clever trick

Well, I never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

We walked along a crowded street
You took my hand and danced with me
Images
And when you left, you kissed my lips
You told me you would never, never forget
These images

No
Well, I'd never want to see you unhappy
I thought you'd want the same for me

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should've known you'd bring me heartache
Almost lovers always do

I cannot go to the ocean
I cannot drive the streets at night
I cannot wake up in the morning
Without you on my mind
So you're gone and I'm haunted
And I bet you are just fine

Did I make it that
Easy to walk right in and out
Of my life?

Goodbye, my almost lover
Goodbye, my hopeless dream
I'm trying not to think about you
Can't you just let me be?
So long, my luckless romance
My back is turned on you
Should have known you'd bring me heartache
Almost lovers always do"

Obrigado!

domingo, 19 de abril de 2009

Sábado à noite

Tenho o trabalho de semiótica para acabar ou talvez para começar. Espalho os livros pela mesa, abro todos os documentos e afasto tudo que me pode distrair, em vão! Perco-me em conceitos e teorias e começo a pensar em ti e em ti e a questionar tudo que sempre dei como verdades absolutas e inabaláveis.
Gosto de ti. Não gostas de mim. Compreendo e aceito, mas não sei como lidar connosco. Ficamos uma coisa estranha: amigos constrangidos. E eu sinto a tua falta e continuo à espera que sintas a minha, que precises de mim, que fiques comigo… Ilusões! Queria voltar atrás no tempo. Apagar todas coisas bonitas que te disse para poder resgatar a nossa amizade sem constrangimentos e não posso. Então pergunto-me como acontecem estas coisas do amor, como se esquecem as pessoas que se gosta ou como se faz gostarem de nós. Não encontro resposta. Foco-me nos outros, no trabalho de semiótica, no de sociologia e nos que estão para vir. Ignoro-me. Tento esquecer que na minha vida existes tu. É noite e não há mais barulho que abafe o meu pensar, lembro-me de ti. Voltaste agir inconsequentemente.
E depois tu. Sempre tanto e hoje tão pouco. Fazes-me sentir que a nossa amizade é hipócrita, que só existe porque sim. Não sou a amiga perfeita, longe disso. Mas incomoda-me que sejas minha amiga, minha melhor amiga, sem confiares em mim e a dizeres um sem número de coisas sem nexo. Queria um tempo para nós. Pensar até que ponto ainda fazemos sentido…

domingo, 12 de abril de 2009

Diário da tua ausência

- Silêncio.
- Silêncio.
- Fazes-me falta...
(...)

sábado, 4 de abril de 2009

Queria-te aqui

É verdade, queria-te aqui. Gostava de ver-te deitado a meu lado e sentir o teu braço a envolver o meu corpo. Queria-te aqui! Fazíamos das nossas histórias a banda sonora desta noite e tinha-se um final feliz. Mas as nossas vidas não são um daqueles contos que eu escrevo nos serões em que me sinto só…
Estava a falar muito a sério quando naquela mensagem te pedi que me dissesses para partir ou ficar. Comecei a sentir necessidade de uma resposta e agora que a tenho preferia nunca ter perguntado. Antes de conhecer a tua vontade era alegre a arquitectar maneiras de te dizer “Amo-te” e vivia com a esperança que numa manhã tu ficasses. Hoje, já não adormeço a pensar em como te vou mostrar a minha paixão no dia seguinte, mas antes à procura de uma maneira de a esconder.
Sou sempre as palavras que tu queres ouvir, fui-as também naquele final de noite. As lágrimas escorregavam pelo rosto ao mesmo tempo que eu me multiplicava nos sorrisos que as novas tecnologias me permitiam oferecer-te. Era tão adulta, enquanto chorava como uma criança. De facto, disse que estava tudo bem, que ia partir, brinquei até com o futuro, mas todas as noites adormeci com vontade de te sussurrar “Eu não quero partir…” ou em noites ainda mais tristes “Eu não consigo partir”. Ontem explicava que tinhas deixado um buraco no meu coração, sentia um vazio tão grande que não me deixava dormir. Queria-te ali!
Tinha a ideia ingénua de que quando amamos muito alguém, mais dia, menos dia esse alguém nos começa a ver com os olhos que nós o vemos e o “felizes para sempre” é escrito. Mas não! Amamos muito pessoas que não podem ficar e temos de conseguir ultrapassar esse facto. Eu ainda não consegui perceber como isso se faz. Cada dia que passa me agarro mais a hobbies e amigos numa tentativa de me convencer que há mais coisas e pessoas especiais para além de ti…
Ainda não consegui perceber se quando te confessas confuso o dizes numa tentativa de me ferir menos ou se te encontras de facto confuso. A minha mentalidade teenager faz-me acreditar na segunda, se bem que nos momentos racionais sei que o dizes porque és bom de mais para queres ser o motivo das minhas lágrimas. No entanto e se por acaso a minha voz teenager estiver certa, arrisca apesar da confusão. As pessoas nunca se gostam com a mesma intensidade e o passado pode ter-te marcado da pior maneira, mas isso não é desculpa para não agarres uma possibilidade de me deixares escrever um final feliz para a tua história…
Fica comigo…